My Account Bradesco: como abrir conta internacional pelo app e usar no exterior

Conta internacional atende viagens, compras e saques fora do Brasil.

Publicado em 13/07/2026 por Rodrigo Duarte.

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A My Account, do Bradesco, é uma conta internacional voltada a correntistas que desejam movimentar valores em moeda estrangeira pelo aplicativo do banco e usar um cartão internacional em compras, viagens e saques fora do Brasil. A proposta é oferecer uma alternativa mais prática para quem quer levar dinheiro em dólar, pagar despesas no exterior e acompanhar tudo pelo celular, sem depender apenas de cartão de crédito internacional ou compra de moeda em espécie.

My Account Bradesco: como abrir conta internacional pelo app e usar no exterior
Créditos: I.A.

Segundo o Bradesco, a My Account pode ser aberta sem custo e gerenciada pelo app. Com ela, o cliente pode fazer transferências entre a conta Bradesco no Brasil e a conta internacional, receber cartão internacional e usar o saldo para compras e saques em mais de 195 países. Nos lugares em que a moeda local não é o dólar, a conversão é feita automaticamente no momento da transação com o cartão.

A conta pode ser útil para viagens, compras internacionais, pagamento de serviços fora do país e organização de gastos em moeda estrangeira. Mas a abertura exige atenção a tarifas, spread, IOF, câmbio, limite de uso, saques e finalidade da remessa. Enviar dinheiro para fora sem entender esses custos pode transformar praticidade em despesa maior do que o esperado.

Quem pode abrir a My Account

A My Account é oferecida a correntistas do Bradesco. A abertura ocorre pelo aplicativo do banco, no caminho informado pela instituição para conta internacional. O cliente precisa acessar sua conta, seguir as etapas de contratação, aceitar os termos e ativar a conta global conforme a disponibilidade para seu perfil.

Esse ponto é importante porque a My Account não deve ser confundida com uma conta internacional independente aberta fora do relacionamento bancário. Ela está conectada ao ecossistema do Bradesco e exige que o cliente tenha conta no banco para iniciar a contratação pelo app.

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A vantagem está na integração. O cliente não precisa abrir relacionamento com uma instituição totalmente desconhecida para começar a operar no exterior. A desvantagem é que as condições ficam vinculadas às regras, tarifas, câmbio e funcionamento definidos pelo Bradesco.

Antes de abrir, o consumidor deve avaliar se já tem conta corrente ativa, se usa o app com facilidade, se precisa realmente manter saldo em moeda estrangeira e se a conta atende ao destino da viagem ou ao tipo de compra que pretende fazer.

Cartão internacional facilita compras fora do Brasil

Depois da ativação, a My Account permite receber um cartão internacional para uso em compras e saques. O Bradesco divulga que o cartão pode ser usado em mais de 195 países. Isso pode ajudar quem vai viajar e quer evitar carregar muito dinheiro em espécie, além de permitir pagamentos em lojas, restaurantes, hotéis, aplicativos e serviços no exterior.

O cartão também pode ser usado em compras internacionais online, conforme as regras do produto. Para quem compra em sites estrangeiros, a conta pode ajudar a separar gastos em moeda internacional e acompanhar melhor o saldo usado nessas transações.

Quando a compra é feita em país cuja moeda não é o dólar, o Bradesco informa que a conversão para a moeda local ocorre automaticamente no momento da transação com o cartão. Isso facilita o uso em destinos como Europa, Reino Unido, Argentina, Chile, México, Japão ou outros países com moeda própria.

Ainda assim, conversão automática não significa ausência de custo. O cliente deve observar câmbio, spread, IOF e eventuais tarifas envolvidas na carga da conta, no uso do cartão e nos saques.

Transferências e conversão exigem atenção ao câmbio

Para usar a My Account, o cliente precisa enviar valores da conta Bradesco no Brasil para a conta internacional. Essa transferência envolve conversão de reais para moeda estrangeira e pode ter incidência de IOF, spread cambial e eventuais tarifas, conforme as condições vigentes.

O spread é a diferença entre a cotação de referência do câmbio e a cotação efetivamente cobrada do cliente. Ele é uma parte importante do custo, porque pode tornar a compra de moeda mais cara mesmo quando não há tarifa aparente de manutenção da conta.

O IOF também precisa entrar na conta. Em operações de câmbio, o imposto varia conforme a natureza da operação e a regra vigente no momento. Por isso, antes de enviar valores, o cliente deve conferir a tela final da transação, com cotação, imposto, tarifas e valor líquido em moeda estrangeira.

A melhor prática é comparar o custo total da operação com outras alternativas, como cartão de crédito internacional, cartões globais de outras instituições, dinheiro em espécie e contas multimoeda. A conta internacional pode ser conveniente, mas conveniência não dispensa comparação.

Pontos que o cliente deve conferir antes da abertura

Antes de abrir a My Account, o cliente deve verificar:

  • se é correntista Bradesco e se a opção aparece no app;
  • qual moeda será mantida na conta;
  • qual cotação será usada para converter reais;
  • qual spread será aplicado na operação de câmbio;
  • qual IOF incide no envio de valores para a conta internacional;
  • se há tarifa de abertura, manutenção ou inatividade;
  • quais tarifas se aplicam a saques no exterior;
  • se há cobrança do caixa eletrônico estrangeiro além da tarifa do banco;
  • em quais países e redes o cartão internacional pode ser usado;
  • como funciona a conversão automática para moeda local;
  • quais são os limites de transferência, compra e saque;
  • como consultar saldo, extrato e comprovantes pelo app;
  • qual é o prazo de envio ou retorno de valores;
  • quais canais de atendimento funcionam durante viagem;
  • se a conta será usada para turismo, compras, estudo ou outra finalidade.

Saques no exterior devem ser usados com moderação

A possibilidade de saque em mais de 195 países pode ser útil em viagem, principalmente para pequenas despesas em locais que ainda usam muito dinheiro físico. Porém, saques no exterior costumam envolver custos adicionais.

Além de eventual tarifa do banco, o caixa eletrônico no exterior pode cobrar uma taxa própria. Também pode haver conversão de moeda quando o saque não é em dólar. Por isso, sacar com frequência e em valores pequenos pode sair caro.

O ideal é usar o saque como recurso complementar, não como principal forma de pagamento. Para muitas viagens, o cartão pode resolver a maior parte das despesas, e uma quantia limitada em dinheiro físico cobre situações específicas, como transporte, gorjetas, pequenos comércios ou emergências.

Antes de viajar, o cliente deve entender onde poderá sacar, quais tarifas podem aparecer e se o país de destino aceita bem cartões internacionais.

Conta internacional não elimina planejamento de viagem

Ter uma My Account não substitui o planejamento financeiro da viagem. O cliente precisa estimar gastos com hospedagem, alimentação, transporte, passeios, compras, seguro viagem, taxas locais, internet, emergências e variação cambial.

Enviar dinheiro aos poucos pode reduzir o risco de comprar toda a moeda em uma cotação ruim, mas também exige acompanhamento. Enviar tudo de uma vez pode facilitar a organização, mas aumenta a exposição caso os planos mudem. Manter parte do dinheiro em reais e parte em moeda estrangeira pode ser uma solução equilibrada, dependendo do perfil.

Também é importante não esquecer o cartão de crédito tradicional. Mesmo que a conta internacional seja usada na maior parte da viagem, hotéis, locadoras de veículos e serviços internacionais podem exigir cartão de crédito como garantia. A My Account pode ser parte da estratégia, não necessariamente a única ferramenta.

Cuidado antes de enviar valores para fora

Antes de transferir dinheiro para a My Account, o cliente deve ter clareza sobre a finalidade da operação. Viagem próxima, compras internacionais e gastos planejados são usos mais fáceis de justificar. Enviar valores sem destino definido pode fazer o dinheiro ficar parado em moeda estrangeira, sujeito à variação cambial e a eventuais regras de inatividade.

Também é importante guardar comprovantes de câmbio, transferências, compras e saques. Esses registros ajudam em contestação, conferência de saldo, controle de gastos e eventual necessidade de declaração fiscal, conforme a situação do cliente.

A My Account pode ser uma alternativa prática para quem já é correntista Bradesco e quer usar uma conta internacional pelo app. Ela faz mais sentido quando o cliente entende câmbio, custos, IOF, tarifas e forma de uso no exterior. Sem essa análise, o risco é olhar apenas a facilidade do cartão e ignorar o custo real de transformar reais em gastos fora do Brasil.

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ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.
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