Dicas essenciais para quem quer se livrar das dívidas de cartão de crédito
Aprenda como transformar essa forma de pagamento em aliado.
O cartão de crédito se transformou em um dos métodos de pagamento mais utilizados no mundo todo, e também em um dos principais problemas econômicos não apenas no Brasil, como em diversas outras nações. Ou seja, nem sempre é uma questão apenas local, onde as pessoas possuem custos de vida mais elevados e salários mais baixos.

De acordo com uma pesquisa feita pela Federal Reserve de Nova Iorque, por exemplo, e que teve seus resultados divulgados neste ano, cerca de 1 em 7 (15,3%) donos de cartão de crédito da Geração Z estourou seus cartões. A pesquisa definiu a Geração Z como nascidos entre 1995 e 2022, apesar de outras marcarem o corte inicial a partir de 1996 ou 1997.
Em comparação, somente 4,8% dos Baby Boomers e 9,6% da Geração X estouraram seus cartões de crédito, o que pode ser um sinal de um problema de fluxo de caixa muito apertado.
Já em relação ao Brasil, dados da metade deste ano de 2025 indicam que mais de 69,6 milhões de brasileiros adultos estavam negativados, o maior número já registrado na série histórica. O levantamento aponta que 42,01% da população adulta brasileira está inadimplente. O grupo mais afetado está na faixa etária de 30 a 39 anos, representando 23,76% do total de negativados — o que significa que mais da metade (50,79%) das pessoas dessa faixa etária possuem dívidas em atraso.
E grande parte dessas dívidas está diretamente atrelada ao cartão de crédito.
Apesar de estar sendo apontado como um vilão, os cartões de crédito podem se tornar alternativas muito interessantes dentro de uma determinada economia, seja ela individual ou coletiva. E a ideia de ter alguns dias de crédito, ou seja, conseguir pagar, de fato, somente no vencimento da fatura, pode ser até mesmo um fator que ajuda na organização do orçamento como um todo.
Mas, para isso, é preciso entender os tipos de dívidas que são geradas a partir do uso dos cartões de crédito e conferir dicas para reduzir ou acabar com elas:
Tipos de dívidas geradas pelo cartão de crédito
Compras e pagamentos registrados na fatura
A partir do momento em que as pessoas utilizam seus cartões de crédito, geram dívidas que precisam ser pagas no curto prazo. São justamente os valores que são registrados na fatura, que deve ser paga até a data de vencimento definida no momento da contratação. Além disso, algumas taxas que podem ser cobradas pelos cartões, como anuidade, também aparecem na fatura.
Crédito rotativo
Os usuários dos cartões de crédito podem escolher entre pagar o valor completo e integral da fatura, ou então fazer o pagamento de qualquer valor entre o mínimo definido e o total. Nesse caso, o cliente entra no chamado crédito rotativo do cartão, considerado uma das linhas mais caras do mercado financeiro.
Os clientes, além de ter que pagar esse valor em aberto junto com os pagamentos da próxima fatura, ainda precisam pagar juros do rotativo, encargos e IOF sobre o valor pendente.
Parcelamento da fatura
Uma das alternativas que os bancos emissores de cartão de crédito oferecem para os clientes é o chamado parcelamento da fatura. Nesse caso, os clientes acabam contraindo uma espécie de empréstimo, com essa fatura sendo parcelada, e com os valores das parcelas sendo cobrados em faturas futuras.
Sobre esse valor, a operadora também cobra taxas e juros. Apesar de serem mais baratos do que os juros do crédito rotativo, esses também são considerados um dos mais caros do mercado financeiro como um todo.
Dicas para se livrar das dívidas do cartão
Entenda a origem das dívidas
Antes de mais nada, é muito importante que as pessoas consigam entender quais são as origens das dívidas. É fundamental saber se essas dívidas têm como origem o fato de a pessoa ter gasto demais no cartão com compras e pagamentos que poderiam ser evitados, ou então se são oriundas de problemas financeiros inesperados.
Evite os parcelamentos no cartão
Na maioria dos casos dos titulares de cartões de crédito que perdem o controle, existem muitos parcelamentos acumulados. Em um primeiro momento, essas pequenas parcelas podem ser inofensivas. Mas o problema é que elas vão se acumulando e, com o passar dos meses, se somando a novas dívidas.
Portanto, o ideal é evitar esses parcelamentos quando a situação está mais complicada.
Negocie com a instituição
Caso os clientes já estejam com suas dívidas atrasadas e não estejam conseguindo fazer o pagamento nem das opções de parcelamento que já foram oferecidas, o ideal é buscar junto à emissora do cartão alguma negociação. Nesse caso, pode ser que as pessoas ganhem até um desconto sobre o valor total, mas isso normalmente faz com que elas percam seu cartão de crédito.



