O que acontece se eu não pagar o valor integral da fatura do cartão?
Entenda o que acontece a partir do momento que o cliente opta pelo pagamento da fatura parcial.
O cartão de crédito funciona utilizando um sistema de crédito rotativo. A partir do momento que o cliente acaba utilizando o limite que é liberado pelo emissor do cartão, ele fica comprometido e bloqueado, até que o pagamento da fatura e do valor em questão seja feito. Existe a possibilidade de o cliente pagar apenas uma parte do valor da fatura, com o restante sendo jogado para a próxima data de pagamento, acrescido de juros e multas.

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Quite sua dívida com desconto hoje Evite bloqueio de cartão e CNH já Regularize sua Dívida Ativa SP HojeEsse basicamente é o funcionamento do sistema de crédito rotativo dos cartões de crédito. Ao mesmo tempo que ele pode acabar sendo interessante para ajudar os consumidores que se enrolam com suas contas e que acabam gastando mais do que deveriam, o grande problema é que, para a maioria das pessoas, entrar no crédito rotativo acaba se tornando um problema, especialmente pelos juros altos cobrados pelas operadoras de cartão. A taxa cobrada pelos cartões de crédito é considerada uma das mais altas do mundo, superando os 400% ao ano. Isso faz com que o débito cresça descontroladamente.
Saiba mais sobre o que acontece quando o pagamento da fatura do cartão não acontece de forma integral e o que deve ser feito nessas situações:
O que é pagamento parcial da fatura?
Basicamente, esse é um tipo de pagamento da fatura no qual ela acaba sendo paga até a data definida no momento do contrato, mas que não corresponde ao valor completo dos gastos registrados durante o período de vigência da fatura em questão. O valor aceito deve sempre ser acima do mínimo definido na fatura, caso contrário, a fatura acaba não sendo considerada paga.
Toda a diferença entre o valor integral da fatura e o valor que efetivamente foi pago acaba entrando no chamado crédito rotativo. A partir desse momento, começam a ser cobradas taxas e juros sobre esse valor que está em aberto. Na prática, ele funciona como uma espécie de empréstimo, já que os pagamentos para os vendedores acabam sendo efetuados, mas o valor efetivamente ainda não saiu do bolso dos consumidores.
Na fatura do próximo mês, além de todas as compras que forem feitas utilizando aquele cartão de crédito dentro desse período, as pessoas ainda terão que pagar o valor que ficou para trás, acrescido dos juros e das taxas que são cobradas e que devem ser devidamente informadas pela operadora.
Vale a pena pagar o valor parcial da fatura?
Definitivamente não. Pode ser que as pessoas tenham até mesmo algum tipo de tentação ao ver essa possibilidade, para conseguir ter mais dinheiro no bolso ao pagar todas as suas contas. O problema é que as taxas de juros que são cobradas acabam ficando muito acima da média do mercado. E isso faz com que a dívida aumente consideravelmente de um mês para o outro.
É claro que, em determinadas situações, as pessoas realmente podem não ter outra alternativa. Ao pagar o valor mínimo da fatura, os clientes conseguem, pelo menos, continuar utilizando o seu cartão de crédito, pelo menos enquanto estiver com limite disponível. Mas pode ser muito complicado pagar o valor integral da próxima fatura quando uma grande parte da fatura anterior entra no crédito rotativo.
Como calcular os juros sobre o crédito rotativo?
Atualmente, todas as empresas que trabalham com a emissão de cartões de crédito e produtos financeiros, de uma forma geral, acabam tendo que fornecer todas as informações para os seus clientes de forma clara e precisa. Normalmente, as taxas de juros estão devidamente informadas na fatura.
Para saber quanto será cobrado de juros sobre o valor que não foi pago, basta aplicar os juros descritos como crédito rotativo. Por exemplo, se a empresa cobrar 10% de juros ao mês sobre o limite do rotativo, e a pessoa deixa de pagar R$ 1.000 de uma fatura de R$ 1.300, então no próximo mês será cobrado um valor de R$ 1.100.
Lembrando que, além dos juros, existem algumas outras taxas que acabam sendo cobradas a partir do momento que a fatura não é paga de forma integral. Esses dados também devem estar disponíveis na fatura.
O que fazer para não entrar no crédito rotativo?
Controle seus gastos ao longo do mês e não confunda o limite do cartão com salário ou com renda extra;
Opte pelos parcelamentos de fatura com valores fixos, que normalmente possuem juros mais baixos e que também acabam permitindo que as pessoas consigam se planejar melhor;
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