Vai fazer o Imposto de Renda sozinho? Esses são os erros mais comuns

Entenda quais são os principais erros ao declarar o Imposto de Renda por conta própria e veja como evitar problemas com a Receita Federal.

Publicado em 28/03/2026 por Rodrigo Duarte.

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Fazer a própria declaração do Imposto de Renda se tornou algo cada vez mais comum. Com a digitalização do processo e a facilidade de acesso aos sistemas da Receita Federal, muitos contribuintes optam por preencher e enviar os dados sem a ajuda de um contador.

Vai fazer o Imposto de Renda sozinho? Esses são os erros mais comuns
Créditos: Divulgação

Na prática, isso pode funcionar bem para quem tem uma situação financeira mais simples. No entanto, mesmo nesses casos, erros básicos ainda são muito frequentes. E o problema é que pequenas falhas podem levar à malha fina, atrasar a restituição ou até gerar multa.

Nesse sentido, entender os erros mais comuns é essencial para quem pretende fazer a declaração sozinho em 2026.

Por que tantas pessoas erram ao declarar?

De uma forma geral, os erros acontecem por falta de atenção, pressa ou desconhecimento das regras.

Muitas pessoas acreditam que a declaração é simples e acabam não conferindo todas as informações com cuidado. Outras deixam para preencher tudo na última hora, o que aumenta as chances de erro.

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Na prática, a Receita Federal cruza os dados automaticamente com informações enviadas por empresas, bancos e outras instituições. Ou seja, qualquer divergência pode ser identificada.

Erro 1: informar valores diferentes dos informes de rendimento

Esse é um dos erros mais comuns.

Os informes de rendimento são documentos fornecidos por empresas, bancos e outras instituições, com todos os valores que devem ser declarados.

Na prática, qualquer diferença entre o que está no informe e o que foi digitado na declaração pode gerar inconsistência.

Mesmo erros pequenos, como digitar um número errado, já são suficientes para levar a declaração para análise.

Erro 2: esquecer de declarar alguma renda

Muitas pessoas esquecem de informar todas as fontes de renda.

Isso pode incluir:

  • trabalhos extras
  • aluguéis recebidos
  • rendimentos de aplicações financeiras
  • benefícios ou pagamentos eventuais

Na prática, a Receita Federal tem acesso a essas informações. Quando elas não aparecem na declaração, o sistema identifica a omissão.

Esse tipo de erro é um dos principais motivos para cair na malha fina.

Erro 3: declarar despesas médicas sem comprovação

As despesas médicas podem reduzir o valor do imposto, o que faz com que sejam muito fiscalizadas.

Na prática, algumas pessoas informam valores incorretos ou até despesas que não possuem comprovantes.

O problema é que, caso a Receita solicite os documentos, o contribuinte precisa comprovar tudo o que foi declarado.

Se isso não for possível, pode haver cobrança de imposto e multa.

Erro 4: incluir dependentes de forma incorreta

A inclusão de dependentes também exige atenção.

De uma forma geral, não é permitido que a mesma pessoa seja incluída como dependente em mais de uma declaração, salvo em situações específicas.

Além disso, ao incluir um dependente, é obrigatório declarar também os rendimentos dele.

Na prática, muitos contribuintes esquecem esse detalhe, o que gera inconsistência.

Erro 5: não declarar investimentos corretamente

Com o aumento do número de investidores no Brasil, esse erro se tornou mais comum.

Muitas pessoas não sabem exatamente como declarar aplicações financeiras, como ações, fundos e renda fixa.

Na prática, cada tipo de investimento possui regras específicas.

Deixar de informar ou declarar de forma incorreta pode gerar divergências com os dados enviados pelas instituições financeiras.

Erro 6: não atualizar bens e patrimônio

A ficha de bens e direitos deve ser atualizada todos os anos.

Isso inclui informar compra, venda ou alteração de valor de imóveis, veículos e outros bens.

Na prática, algumas pessoas esquecem de atualizar essas informações, o que pode gerar inconsistência ao longo do tempo.

Esse erro pode parecer simples, mas pode chamar a atenção da Receita.

Erro 7: digitar dados bancários errados

Esse erro não leva à malha fina, mas pode causar transtornos.

Se os dados bancários estiverem incorretos, a restituição não será creditada corretamente.

Na prática, o contribuinte terá que corrigir a informação e aguardar novo processamento.

Erro 8: confiar totalmente na declaração pré-preenchida

A declaração pré-preenchida facilita o processo, mas não elimina a necessidade de conferência.

Na prática, nem todas as informações são incluídas automaticamente, e podem existir erros ou dados incompletos.

O contribuinte continua sendo responsável por revisar tudo antes de enviar.

Erro 9: deixar para declarar na última hora

Esse é um erro bastante comum.

Deixar a declaração para o último dia aumenta a chance de cometer erros, esquecer informações ou enfrentar problemas técnicos no sistema.

Na prática, isso pode levar a envio com falhas ou até atraso, o que gera multa.

Erro 10: não revisar a declaração antes de enviar

A revisão final é uma das etapas mais importantes.

Mesmo quando tudo parece correto, é fundamental conferir os dados com atenção.

Na prática, alguns minutos de revisão podem evitar problemas que levariam semanas ou meses para serem resolvidos.

O que acontece se você errar?

Errar na declaração não significa automaticamente um problema grave, mas pode gerar consequências.

Entre as principais estão:

  • retenção na malha fina
  • atraso na restituição
  • necessidade de retificação
  • pagamento de multa ou imposto adicional

Na prática, quanto mais cedo o erro for identificado, mais fácil será corrigir.

Vale a pena fazer sozinho?

Depende da situação.

De uma forma geral, quem possui renda simples, sem muitos investimentos ou fontes de renda, pode fazer a declaração sozinho sem grandes dificuldades.

No entanto, quando a situação é mais complexa, pode ser interessante buscar ajuda profissional.

Na prática, isso reduz o risco de erros e pode evitar problemas futuros.

Atenção é o principal fator

Fazer o Imposto de Renda sozinho é totalmente possível, mas exige cuidado.

A maioria dos erros acontece por falta de atenção a detalhes simples.

Na prática, utilizar os informes corretamente, revisar os dados e não deixar para a última hora já reduz bastante os riscos.

A partir do momento que o contribuinte entende os principais pontos de atenção, fica muito mais fácil enviar a declaração com segurança e evitar dores de cabeça com a Receita Federal.

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ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.
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