Seguro viagem da Generali foi suspenso: quem já contratou continua coberto?
Medida da Susep interrompeu a operação da seguradora no ramo, mas a Generali afirma que as apólices já emitidas continuam válidas.
Quem contratou um seguro viagem da Generali antes da suspensão determinada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) pode ficar em dúvida sobre o que acontece com a cobertura, especialmente se a viagem ainda não começou ou se o segurado já estiver no exterior.

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Seguro auto inovador! Entenda agora. Proteção garantida nas férias! Seguro de vida online: fácil e rápido!A medida foi anunciada em 26 de agosto de 2026 e tem caráter cautelar. Ela atinge a operação da Generali Brasil Seguros no ramo de seguro viagem, após uma fiscalização apontar irregularidades e deficiências na forma como parte da operação era conduzida.
Para quem já possui uma apólice, porém, a situação é diferente da de uma nova contratação. A Generali informou após a decisão que os contratos atualmente vigentes permanecem mantidos e que as apólices já emitidas continuam válidas.
Isso significa que a suspensão da operação não deve ser interpretada automaticamente como cancelamento dos seguros que já haviam sido contratados.
O que a Susep suspendeu na Generali?
A decisão da Susep alcança especificamente a operação da Generali no ramo de seguro viagem. As demais atividades regularmente desenvolvidas pela seguradora não foram atingidas pela medida.
A suspensão ocorreu após uma fiscalização identificar problemas relacionados ao modelo de atuação da seguradora e de representantes envolvidos na comercialização, regulação e liquidação de sinistros.
Um dos pontos analisados foi a relação com a Hero MGA Serviços, representante da seguradora. Segundo a Susep, foram identificados mecanismos de remuneração relacionados ao resultado da operação e a indicadores envolvendo sinistros pagos e pendentes.
Na avaliação do órgão regulador, esse tipo de estrutura poderia gerar conflito de interesses e criar incentivo econômico para a redução ou negativa de indenizações.
Também foram apontadas falhas em registros e informações, além de ocorrências relacionadas ao tratamento de sinistros e ao pagamento de prestadores médico-hospitalares.
Quem já contratou o seguro continua coberto?
Segundo a Generali, sim. A seguradora informou que os contratos vigentes permanecem mantidos e que as apólices de seguro viagem emitidas antes da medida continuam válidas.
A Hero também declarou que os seguros já emitidos permanecem válidos, sem alteração das coberturas e condições contratadas.
Na prática, quem possui uma apólice precisa observar o período de vigência e as coberturas que aparecem no próprio contrato. A suspensão da operação não amplia nem reduz automaticamente as proteções contratadas anteriormente.
Se a apólice prevê, por exemplo, cobertura para despesas médicas durante uma viagem internacional dentro de determinado limite, essa continua sendo a referência para saber quais despesas poderão ser atendidas ou reembolsadas.
O mesmo vale para outras coberturas, como extravio de bagagem, cancelamento de viagem ou determinados imprevistos previstos no contrato.
E quem já está viajando?
A Generali informou que o atendimento aos segurados que já estão em viagem não seria interrompido.
Por isso, quem estiver fora do país e precisar utilizar o seguro deve seguir inicialmente os procedimentos indicados na própria apólice ou nos documentos recebidos na contratação.
É recomendável manter acessíveis:
- número da apólice;
- contatos de assistência;
- comprovantes da contratação;
- documentos médicos e recibos de despesas;
- registros de protocolos e conversas com a assistência.
Guardar essa documentação se torna especialmente importante em situações nas quais o segurado precisa pagar uma despesa por conta própria e posteriormente solicitar reembolso.
As regras, limites e documentos necessários dependem das condições previstas no seguro contratado.
Por que a decisão da Susep merece atenção de quem já tem seguro?
A fiscalização não se limitou à forma como os seguros eram vendidos.
A Susep informou ter identificado situações envolvendo demora na regulação de sinistros, indícios de recusa indevida de cobertura e casos em que prestadores de serviços no exterior teriam dirigido cobranças diretamente aos segurados.
Isso não significa que todo cliente da Generali enfrentará problemas ou que todos os sinistros anteriores tenham sido tratados de maneira inadequada.
A existência desses casos, porém, ajuda a explicar por que o órgão regulador adotou uma medida cautelar.
Para o consumidor que já tem uma apólice, a principal precaução é conhecer exatamente as coberturas contratadas e manter registros de todo atendimento solicitado.
O que fazer se houver problema para usar o seguro?
O primeiro passo é procurar a seguradora ou o canal de assistência indicado na apólice e registrar a solicitação.
Se houver negativa de uma cobertura, é importante pedir a justificativa e confrontá-la com as condições do contrato.
Também vale guardar números de protocolo, mensagens, recibos, laudos e demais documentos relacionados ao atendimento. Em despesas médicas no exterior, por exemplo, comprovantes podem ser fundamentais caso seja necessário solicitar reembolso posteriormente.
Se o problema não for resolvido nos canais de atendimento, o consumidor ainda pode recorrer à ouvidoria da empresa e aos canais oficiais de reclamação e defesa do consumidor.
A Susep também oferece instrumentos para consulta e acompanhamento de informações relacionadas ao mercado de seguros e às empresas que supervisiona.
A suspensão da Generali é definitiva?
Não necessariamente.
A Susep classificou a medida como cautelar. Isso significa que ela poderá ser revista se as circunstâncias que fundamentaram a suspensão forem afastadas ou corrigidas.
Os processos administrativos continuam em andamento, com direito de defesa da seguradora.
Portanto, a situação pode mudar novamente. Até que exista uma nova decisão, quem pretende contratar um seguro viagem deve confirmar quais empresas e produtos estão disponíveis no momento da compra.
Já quem possui uma apólice emitida antes da suspensão não deve simplesmente considerar o seguro cancelado. A informação divulgada pela própria Generali é de que os contratos vigentes permanecem válidos.
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